Aborto é sempre um assunto tratado como tabu pela sociedade, apesar de que nos dias atuais, esteja em várias pautas da política mundial. O que era, até então, somente religioso e das páginas policiais, tornou-se mais popular graças a certos movimentos feministas. Falou o Senhor Davi como se estivesse ganhado um tempo para articular uma resposta. Fez uma pausa, olhou para o céu e começou a falar: Existem dois tipos de abortos, o espontâneo e o forçado ou induzido. O espontâneo, admito que é uma falha física do corpo humano, coisa que os geneticistas ainda buscam consertar. Isto posto, o ser gerado nesta situação é apenas matéria física, nada o habita. Fui claro? Perguntou o Senhor Davi nos olhando seriamente.
Sim, respondi de pronto.
O Senhor quer disser que nenhum ser voluntário está presente no feto neste processo de aborto por uma falha do corpo físico da mãe. Certo? E isto é justo para a mãe? Perguntou o Professor Sucupira.
Como já expliquei Professor, todos estão aqui para viverem experiências, sejam elas, boas ou más. Não se trata de justiça, alias uma palavra muito mal definida pelos encarnados. É como aquele ditado: Vocês vão ver com quantos paus se faz uma canoa. Com quantos? Professor Sucupira? Respondeu o Senhor Davi.
Sei lá. Com quantos? Senhor sabe tudo. Respondeu o Professor com outra pergunta.
Depende, se for uma pessoa magra, talvez um ou dois, se for um obeso, serão muitos. Depende também da largura de cada pau, do seu comprimento e espessura. Portanto, existem muitas variantes para esta resposta. O mesmo ocorre com a sua pergunta, se é justo para a mãe? O que posso lhe garantir, é que tudo que acontece é para o melhor das futuras gerações. Respondeu o Senhor Davi, com certa aspereza na voz.
Senhores, por favor, vamos nos controlar. Falei de imediato sentido que o clima entre eles estava se acirrando. Senhor Davi, por favor, conclua sua resposta.
Sim meu rapaz, você tem razão. Queira me perdoar Professor, pela minha indelicadeza. Falou o Senhor Davi e continuou: No segundo caso, o aborto induzido, existem duas situações, a legal e a criminosa, ou seja, aquela que é aceita pela sociedade como uma forma de preservar a mãe, seja física ou psicologicamente e aquela que é vista como um crime perante as leis vigentes em cada pais. E também nestes casos o ser ali existente nada sofre, pois seu amigo imaginário ocupa o seu lugar, uma vez que está junto a ele desde a sua concepção. Cabe informar que mesmo nestes meses que o ser ficou no ventre da mãe, muitas informações foram obtidas. Elas serão estudadas e analisadas, e o que for útil introduzido no DNA da futura criança que este ser irá habitar. Acho que não restam mais duvidas quanto ao desencarne de crianças. Certo meu jovem?
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