DEPOIMENTO DE UM DROGADO MORTO EM 2005.
Meu nome é Alonso. Nasci em 1977 e faleci em 2005. Fui viciado em todos os tipos de droga e estou aqui para contar um pouco do que vivi, porque fui levado ao vício. Espero que sirva de alerta a que ler.
Nasci em berço esplêndido, meus país eram criadores de gado de corte. Tínhamos três grandes fazendas, uma inclusive no Uruguai. Nunca fui um garoto interessado pelos negócios da família, mas era desejo do meu pai que me forma-se em veterinária e desta forma, indiretamente estaria envolvido com seus negócios. De família católica cumpri meus primeiros anos de estudos num colégio dirigido rigidamente por padres e freiras em período integral.
Papai e mamãe viviam uma vida de aparências e de interesses comerciais e sociais. Papai tinha várias amantes e mamãe não ficava para trás. Por ser filho único, aos sábados, domingos, feriados e férias, era paparicado em demasia e sempre tratado, mesmo com dezessete anos, como uma criança de quatro ou cinco anos. Praticamente não tinha amigos, salvo os da escolas, mas mesmo assim era constantemente motivos de chacotas em razão das vidas amorosas de meus pais, sempre metidos em escândalos.
Ao completar 18 anos, para livrar-me do serviço obrigatório do exército, papai mandou-me para o Uruguai onde deveria estudar veterinária em uma faculdade arranjada por ele. Lá conheci Nadine, uma garota fantástica, cheia de vida e muito natural. Nadine tinha um grande número de amigos e vivia fazendo festas em sua casa, da qual virei assíduo frequentador. Nas festas rolava de tudo, bebidas, sexo, drogas e rock and roll. Depois de dois anos é que fui descobrir que o pai de Nadine era traficante e que as festinhas faziam parte dos negócios dele. A maioria dos frequentadores não eram nativos,mais de oitenta porcento eram oriundos de outros países; Inglaterra, Japão, Índia, Canada, França, Chile e Colômbia. Fomos presas fáceis para eles, todos sozinhos e endinheirados. Para encurtar a história, quando dei por mim já era um viciado em LSD, cocaína e maconha. O dinheiro que papai mandava para um mês dura apenas uma semana, se muito. Não preciso disser que fui expulso da faculdade por falta de pagamento das mensalidades. Sem ter onde morar, pois também deixei de pagar o aluguel, procurei Nadine que levou-me em um prédio praticamente abandonado onde existiam outros drogados que serviam de aviõezinhos para o pai dela. Era uma forma de pagar pela moradia.
Quando papai soube que fui expulso da faculdade tentou me ligar e soube que havia sido despejado. Mandou então que um dos seus advogados fosse procurar-me e cortou imediatamente minha mesada. Começava então minha peregrinação pelo inferno.
Continua.
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