Desde criança sempre fui muito ansioso, sempre desejei uma resposta rápida achando que tudo que é demorado prejudica e acho que o Sr. Davi entendeu perfeitamente como penso.
Só depende dela, respondeu o Sr. Davi. O tempo lá nada têm a haver com o que os encarnados vivem. A ela compete seu destino e a ninguém mais portanto, ficaremos a mercê dela e da sua interpretação, compreensão e aceitação de seu desencarne. Boa parte dos encarnados nesta passagem a aceitam em parte, veja o caso do seu Professor, entendeu que havia desencarnado num primeiro momento, para ser exato, ainda no hospital. Porem ao chegar aqui, apos o caixão baixar a cova, já queria voltar para sua casa e isto tudo porque não viu a tal luz branca.
Diga-se de passagem, coisa muito explorada pelos religiosos, principalmente os espíritas. Disse o Professor. Como nunca segui nenhuma religião, mas sempre estudei-as, todas mencionam que na hora da morte, algo anormal sempre ocorre, seja a luz branca, um túnel que se abre no chão, flutuar sobre o corpo ou até mesmo a caveira de capuz e foice na mão batendo em nosso ombro e dizendo: Let's Go. Eu mesmo acabei me simpatizando mais com a ideia da tal luz branca, talvez por ter lido muito sobre a EQM ( Experiência Quase Morte), afinal os escritores ou são estudiosos, na maioria médicos, ou pessoas que passaram por estas experiências e os relatos são muito semelhantes uns aos outros. E o que acabou acontecendo comigo? Só ouvi os enfermeiros falarem: este aqui já era e bum, lá estava eu do lado do corpo me perguntando?Puta merda e agora? Cade a luz branca, cade? No caso da Dona teimosia não, ela alegava não saber como havia chegado aqui. Culpava muitas pessoas, parentes, amigos, inimigos e principalmente inquilinos pela situação.
Existem muitos casos semelhantes ao dela, outros semelhantes ao do Professor e outros totalmente diferentes a ambos. Disse o Senhor Davi demonstrando uma certa autoridade no assunto. Uma grande maioria dos desencarnados são apegados a pessoas: filhos, mães, maridos, etc. Outros a bens materiais: imóveis, fortunas. Coisas materiais as quais se apegam, ou por terem lutado muito para consegui-las ou, por não quererem dividi-las com ninguém ou ainda por acharem que podem levá-las juntas e querem saber como? Existem os casos dos que ficam por serem muito amados e os que ficaram se negam a aceitarem seu desencarne. Ocorre muito em casos de pais que perdem seus filhos e vice-versa. Os piores casos são daqueles que não aceitam o desencarne por enes motivos: atropelamentos, assassinatos, acidentes de todas espécies, sem contar aqueles que tiram a própria vida. Poderia passar um longo tempo a lhes falar sobre o assunto da não aceitação do desencarne, mas creio que estes são os mais vulgares, se é que posso chamá-los assim.
E o caso do Professor? Perguntei de imediato.
Boa pergunta rapaz, eu mesmo estava com medo de faze-la. Disse o Professor.
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